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A caverna do dragão abre as portas novamente

03 agosto 2016
Posted by wagner elias

 E aí galerinha irada, tudo bacaninha?
 Essa semana tivemos um anúncio bem legal da editora Draco que está trabalhando duro pra trazer em seu catálogo obras de artistas de todos os cantos do país. É muito animador ver que uma editora está se propondo a fazer isso, uma vez que a maioria tem aversão a material brasileiro. E eis que tão logo foi publicada a primeira edição da Dracomics Shonen, já estão abrindo inscrições para a próxima edição. Não, os caras não perdem tempo! E não estou babando ovo de ninguém não. Não acho que a Draco seja a editora infalível, mas tenho notado que existe a preocupação em produzir material de qualidade, descobrir novos artistas e ampliar o leque de obras nacionais, atitudes que merecem aplausos, sem a menor sombra de dúvida.

 O anúncio da segunda edição do seletivo pode ser visto no blog daeditora Draco, onde você encontra os critérios para participação. Então, esqueça facebook, netflix, whats app e o escambau. Pega a prancheta e vai trabalhar cumpade!
  Off: Estou preparando aqui uma matéria bacana com dicas pra quem quer participar do seletivo.
Fala garotada esperta, tudo jóia? Tudo na mais perfeita?
Já faz um tempinho que estou ausente dessas terras mas agora tô de volta e com novidades! Da última vez que postei alguma coisa aqui falei sobre um novo projeto de quadrinhos, e logo depois parei com ele e nunca mais sequer mencionei. Mas, como tudo na vida, existe um bom motivo pra que isso tenha acontecido.
Foi por volta do início deste ano que aconteceu, mais precisamente no dia 5 de fevereiro, quando foi divulgado no canal da revista digital Henshin o anúncio dos vencedores do Brazil Mangá Awards, um dos mais importantes concursos de mangá do país. E qual não foi a nossa surpresa quando ouvimos nosso nome ser mencionado entre os 5 selecionados!


Foi uma sensação de satisfação e alívio como eu não havia sentido antes. Mas, antes que a ficha terminasse de cair, recebemos um e-mail com a inesperada convocação da editora Draco para compormos o quadro de artistas a publicar em sua primeira coletânea de mangá, a Dracomics Shonen. Foi inacreditável! Ser vencedor de dois concursos tão concorridos e no mesmo dia, realmente foi demais. E esse foi, meus caros, o motivo de eu ter dado uma pausa em todos os demais projetos que estavam em andamento. Os últimos meses foram realmente bem apertados pra gente, mas no fim tudo terminou bem. A Dracomics Shonen já está à venda e a Henshin Mangá  em fase de finalização (não sei se tenho autorização de dar essa informação mas já era, falei), e estamos muitissississíssimo empolgados pra ver a opinião dos leitores sobre nosso trabalho. Mas, sabemos que ninguém compra peixe sem estar com fome (esse ditado não existe), e por isso vou atiçar um pouco a fome de vocês.
Nesse post vou falar um pouco sobre uma das duas histórias. Como a JBC ainda não publicou a Henshin Mangá, vamos deixá-la para uma outra ocasião. Agora vamos nos concentrar na história que foi publicada mês passado pela editora Draco.

Divisão 5 - publicado em Dracomics Shonen #01

É curioso que quando o Rafa me apresentou o roteiro de Divisão 5 eu falei pra ele que era o pior roteiro que ele já escreveu. Ele me garantiu que não ia me decepcionar e assim eu resolvi apostar na ideia (não tinha outra escolha mesmo). E agora, após ver o universo que ele criou para essa história, percebo que eu tava errado. Realmente pode não ser a melhor ideia que ele já teve, mas sem dúvida é sensacional, como tudo que esse cara faz.


O protagonista da história é Ritchie, um cara metido a descolado que sempre se dá bem em tudo graças à sua incrível habilidade de contar mentiras. Até o dia em que ele conhece uma garota na lanchonete e resolve usar seus dons desvirtuosos para iludir mais um coração ingênuo. Dessa vez, porém, ele acaba se envolvendo em perigos maiores do que poderia imaginar. Ritchie acaba se fazendo passar por alguém que possui muitos inimigos, e assim começa a sucessão de mal entendidos que colocam o protagonista de frente com a morte. Como isso tudo acaba eu não vou falar pra você. Como disse antes, estou apenas atiçando a sua fome. Se quiser o banquete completo vai ter que ler a história, senão não tem graça, né?
A revista ficou bem legal, fora a fonte do título, que não me agradou muito. Está num padrão oriental que fica difícil de ler, além da palavra Shonen escrita em japonês, o que achei desnecessário. Mas, nada que comprometa a qualidade da revista. Além da nossa história a revista traz mais sete títulos de artistas diferentes, que fazem valer cada centavo. Mas, se você ainda assim achou o preço alto demais, pense naquela pipoca que você comprou no cinema que custou uma nota e já acabou antes mesmo do fim do filme.
E pra acabar, apresento a você estas duas artes muito maneiras que nós vamos sortear em breve. Ainda tô produzindo as outras e logo vamos publicar as regras de participação na promoção. Enquanto isso, que tal levar o cursor até o link abaixo e dar uma clicadinha?
http://editoradraco.com/2016/07/01/dracomics-shonen-v-1/

Novo projeto e novas histórias

30 novembro 2015
Posted by wagner elias
E aí, galera, beleza!
Voltamos com algumas novidades que eu vou falar bem rápido porque tô usando a internet do curso (sim, continuo sem internet em casa).
Primeiro, estamos com um projeto novo que tem como objetivo a produção de quadrinhos. É o Voz HQ, que já conta com uns 5 ou 6 membros que se encontram esporadicamente pelos corredores da faculdade e produzem nos intervalos das aulas. Somos um grupo pequeno ainda, mas com pretensões muito honrosas. Uma delas é a produção de quadrinho impresso a preço mais que acessível. A publicação se chama 75 centavos. E sim, o valor é apenas 75 centavos mesmo. Será um mini gibi de 16 a 20 páginas que sairá toda semana trazendo histórias fechadas que serão vendidas nas dependências da Universidade Federal do Maranhão. Pretendemos iniciar as vendas via internet logo em janeiro.
Agora, a segunda notícia. Temos uma nova série que será publicada aqui no blog. A série terá periodicidade mensal (ou quando der) e contará a história de um garoto que trabalha como cobaia de testes de um cientista louco. E o primeiro capítulo já está no ar a partir de hoje (estou providenciando isso), e você pode ler através do link abaixo:

Além dessa série, temos também um oneshot de autoria do nosso ilustríssimo autor de Egoman, Rafa Santos, e será publicado em duas partes. O oneshot é uma aventura temporal onde o viajante do tempo Chico Jones vai ao passado para tentar garantir que o futuro permaneça como ele é. Pode parecer uma história clichê, e é mesmo!
Mas esse eu vou postar aqui amanhã, porque hoje eu esqueci de colocar os arquivos no pendrive.

Hiato e novos projetos

16 setembro 2014
Posted by wagner elias
Galera, estamos há algum tempo sem postar nada aqui, mas não fiquem chateados, nós temos uma explicação razoável para isso.
  Antes de qualquer coisa, pedimos desculpas pelo hiato sem explicação. Mesmo tendo uma justificativa plausível, reconhecemos que deveríamos ter dado satisfação antecipadamente. O fato é que por conta de trabalho e outras atividades pessoais (inclusive a construção do meu barraco que tem me dado uma dor de cabeça extra) acabamos deixando o blog em segundo plano. Como eu tinha umas matérias engatilhadas achei que não fosse ser necessário fazer uma pausa tão longa, por isso não anunciei nada a respeito disso, mas como podem ver o negócio foi se acumulando e quando percebi já tinha passado um mês inteiro sem uma postagem nova. Resolvi então fazer esse pedido de desculpas e o anúncio retroativo de um hiato que talvez perdure por mais algum tempo (comprometemo-nos apenas em atualizar quando possível).
  Agora vou deixar aqui uma amostra do projeto que estamos desenvolvendo para a edição desse ano do BMA. São os personagens da história que Rafa Santos tá escrevendo e eu tô desenhando. Como tenho por hábito me inspirar em atores famosos para criar meus personagens vocês podem brincar de adivinha quem é. Aquele que acertar vai ganhar...
... o meu mais sincero parabéns!!!







  Quando foi a última matéria que postei aqui? Nem lembro, mas já faz mais de uma semana. Puxa vida, cadê o comprometimento? Onde anda a responsabilidade? Tá, já chega. Vamos ao que interessa.


Você que lê mangás e assiste animes acha que é fácil ser um herói de ficção? Cê tá muito enganado, meu amigo. A galera rala pra adquirir seus poderes e lutar contra o mal. Pensando nisso, elaboramos uma lista com 10 maneiras de adquirir poderes sobre-humanos.
  Mas, caso você já tenha seus super poderes, não tem problema. Existe outra utilidade para essa matéria: na hora de criar seus personagens e dar um motivo para seus poderes especiais, esta lista pode quebrar um galho danado.
01- Aprenda uma técnica especial

  Esse método é o mais comum, porém requer muita determinação. O primeiro passo é encontrar um mestre que esteja disposto a ensiná-lo. Em geral, os mestres exigem que você passe por algum tipo de teste para ser aceito como discípulo. Mas talvez ele perceba em você alguma coisa que o convença a treiná-lo. Talvez uma aura ou uma pré-disposição nata, mas é muito raro acontecer algo desse tipo. Existem outras formas de convencer um mestre a treinar você. Por exemplo, você pode ficar enchendo o saco dele durante vários dias, até que ele se canse e resolva ensiná-lo. Ou quem sabe ele até cria alguma afeição por você depois de um tempo de convivência. Mas, cuidado, ele pode simplesmente ficar puto e fazer uma demonstração prática da sua super técnica especial.
  Em todo caso, pode ser que você não encontre um mestre que queira ensiná-lo. Nesse caso só lhe resta aprender por si só, o que é muito mais difícil, mas não impossível. Há casos de heróis superpoderosos que treinaram a vida inteira e até desenvolveram suas próprias técnicas sem jamais terem sido ensinados por alguém. Para isso, talvez algumas dicas lhe ajudem: Comece do básico, desenvolvendo atividades domésticas como pegar água no poço a 300 Km de casa, pintar cercas com áreas de pelomenos 10 hectares... depois você pode ir evoluindo para atividades mais específicas como dar socos em árvores, pedras ou bonecos de madeira. Daí você passa para a fase de meditação. Passe muitas e muitas horas meditando. Não esqueça de malhar bastante e manter um bom hábito alimentar.

  02- Seja amaldiçoado
  Provoque algum mago, feiticeiro ou qualquer um que tenha poder de amaldiçoar os outros. Provoque-o bastante, até que ele resolva amaldiçoar você. Mas não exagere, pois ele pode simplesmente te matar. Outra maneira de ser amaldiçoado é sendo mordido, picado, ferido ou de alguma maneira infectado por uma criatura já amaldiçoada. É o caso de vampiros, lobisomens e zumbis. Caso você consiga ser amaldiçoado, lembre-se que a maldição nunca é para o seu benefício. O objetivo principal é prejudicar você, mas geralmente você ganha algum poder de brinde. Talvez você vire um monstro feio e fedorento incapaz de se relacionar com outras pessoas, mas com uma força sobre-humana. Ou, quem sabe você perca alguma capacidade natural em troca de um poder especial. Ou talvez você simplesmente vire um comedor de cérebros irracional que tem o poder de não morrer. Portanto, sempre analise os prós e contras. Se o poder compensar o prejuízo, vá em frente.
  03- Seja um completo inútil

 Não existem estudos que comprovem os motivos pelos quais isso acontece, mas estatísticas indicam que jovens inúteis estão mais propícios a ganhar poderes de repente, do nada. Sim, é impressionante como poderes especiais costumam acabar nas mãos de garotos idiotas. De preferência, seja um cara que parece nerd mas só tira notas baixas, não possui nenhum talento útil e, acima de tudo, que não tenha namorada. Ou talvez você só seja muito burro mesmo. Esse tipo de cara tem sorte pra ganhar poderes totalmente por engano ou por acidente.
  04- Herde de antepassados

  Antes de qualquer tentativa precipitada de adquirir seus poderes, verifique se não houve algum ancestral seu que possuía qualquer tipo de poder que pudesse ser transmitido aos descendentes. Talvez você acabe descobrindo pertencer à trocentésima geração de um clã místico ou decendente de um youkai poderosão. Enfim, pesquise aí na sua árvore genealógica ou então vai no google (é sério, o google resolve).
  Lembre-se, entretanto, que junto dos poderes você poderá herdar outras coisas como, por exemplo inimigos, missões ou até uma morte predestinada.
  05- Seja escolhido

  Aí não depende de você. Mas existem alguns requisitos para se tornar digno de ser escolhido, dependendo de quem escolhe. Por exemplo, a maioria dos deuses que escolhem alguém, fazem isso não só com a intenção de conceder poderes ao indivíduo, mas primariamente para que o tal indivíduo o sirva como guardião, defensor, paladino... Geralmente esses deuses usam como critério os valores da pessoa. Se for um deus benigno vai julgar pelos valores morais e escolher aquele que possuir o mais alto grau nesse quesito. Se for maligno, julgará pela falta de valores. Mas tem uma característica que é imprescindível em qualquer dos casos: a lealdade.
  Existem também algumas deusas novinhas que se apaixonam fácil fácil. Se você for um cara atraente, romântico e atencioso, quem sabe ela não te escolhe pra defendê-la...
  Você também pode ser escolhido por uma agência especial que precisa de pessoas com certo perfil específico para utilizar equipamentos que só funcionam com tal tipo de pessoa. Geralmente quem acaba sendo escolhido nesses casos são jovens problemáticos, órfãos e, em muitos casos, burros.
  06- Encontre um objeto mágico

  Pode ser uma arma, um acessório, um amuleto... enfim, existe um número considerável de objetos mágicos soltos pelo mundo. O problema é que a maioria deles está escondido em algum lugar muito, mas muuuito perigoso. Talvez estejam até protegidos por um monstro feroz. Alguns objetos mágicos tem uma condição para ser usados. Talvez o usuário tenha que possuir um coração puro ou simplesmente conhecer as palavras mágicas. Porém, se você se enquadra no terceiro item dessa lista, talvez acabe encontrando um objeto mágico por acaso. Em alguns casos o objeto só poderá ser usado pelo escolhido, o que o condiciona ao sexto item dessa lista. De qualquer modo, se você encontrar um objeto mágico tome muito cuidado, pois sempre haverá uma galera querendo tomar ele de você. Então seja inteligente e não diga pra ninguém que seu poder vem daquele objeto. E se alguém perguntar porque você só usa a mesma espada sempre, lembre-se da propaganda da Schin.
  07- Transporte-se para outro mundo

  Há vários meios pelos quais você pode ir para outro mundo. Um deles é construindo uma máquina sem saber pra que ela serve. Pra isso você precisa ter algum conhecimento em física, engenharia mecânica ou elétrica, ou qualquer outra ciência que lhe dê aptidão para construir uma máquina. Comece a construir partindo do nada indo em direção a coisa nenhuma. É imprescindível que você não tenha a mínima ideia do que está construindo. Frenquentemente essa estratégia culmina em uma máquina que abre portais bidimensionais. Outro modo é entrando em um jogo de vídeo game. Fique jogando sem parar e com muita vontade de entrar no jogo. Se possível expresse essa sua vontade e demonstre todo o seu desprezo pelo mundo real e a sua vida nele. Porém, é aconselhável que você esteja sozinho nesse momento, ou todo o esforço será em vão. Jogos de vídeo game só costumam sugar pra dentro deles pessoas extremamente fanáticas e que se isolem do resto da sociedade.
  É importante frisar que os poderes provenientes de teletransporte para outra dimensão só funcionam naquela dimensão. Portanto, se você volta para o seu mundo de origem, provavelmente perderá seus poderes.
  08- Liberte uma criatura aprisionada

  Sempre tem algum ser sobrenatural escondido em algum lugar, selado ou de algum modo aprisionado, só esperando ser liberto. Geralmente esse ser vai querer te matar assim que for solto, portanto, certifique-se de conhecer alguma forma de subjugá-lo. Tá certo que nesses casos, geralmente você encontra a criatura por acaso e acaba libertando-o sem querer. Portanto, cuidado quando tropeçar em um corpo inconsciente.   Faça uma pesquisa sobre o desafortunado e, só então, tome uma decisão sobre soltá-lo ou não. Deve-se destacar também que, normalmente você não ganha poder nenhum além do controle total sobre a criatura que você libertou. Então, teoricamente o poder não é seu, mas do indivíduo que você controla, sendo portanto um poder indireto.
  Mesmo assim, há casos em que a entidade aprisionada concebe algum dom especial para seu libertador. Em geral são os seres benignos que se dispõem a tal ato, mas isso não é muito comum já que são raros os casos em que algum ser benigno foi aprisionado. Isso porque quando vence, o vilão não costuma aprisionar o inimigo; essa é uma prática dos bonzinhos. Os malvados matam mesmo.
  Ah, e não esqueça que, mesmo após subjugado, o ser maligno vai ter sempre a esperança de se libertar completamente e matar você. Portanto, tente tratá-lo com carinho e estabelecer algum vínculo de amizade para que, quando/se isso acontecer, vocês já sejam parceiros e ele desista de te matar.
  09- Nasça em outro planeta

  Por algum motivo, a maioria dos outros planetas são habitados por indivíduos superiores aos terráqueos. Se você nasceu em outro planeta e, por algum motivo veio pra Terra, pode crer que você tem grandes chances de ser mais forte do que nós. Não? Procura aí no fundo da sua alma que você vai descobrir um poder oculto. Mas talvez você tenha nascido em outro mundo e nem sabe. Isso é fácil de descobrir se você notar algum padrão anatômico estranho, como anteninhas na cabeça ou membros extras. Em alguns casos a cor ou textura da pele também ajudam a perceber. O problema é quando não há nenhum indício que lhe diferencie de outros humanos comuns. Mas, não se preocupe. Caso você seja um extraterrestre, você acabará descobrindo algum dia.
  Nota: extraterrestres que possuem características muito discrepantes da raça humana costumam ser de raças malignas. Os bonzinhos geralmente são muito parecidos conosco.
  10- Morra

  Essa é uma das formas mais fáceis de se conseguir poderes. Mas é também a mais arriscada. Existem porém alguns modos de morrer que garantem a aquisição de superpoderes, como ser morto por algum objeto sagrado/amaldiçoado. Nesse caso, basta encontrar o tal objeto ou alguém que o possua e queira tirar sua vida com ele. Outra forma é morrer de tal modo que lhe dê direito a uma recompensa. Pode ser uma morte heroica, um sacrifício, ou talvez uma morte injusta. Mas aí você tem que torcer para que alguém do outro mundo ou que, de alguma forma seja apto para isso, reconheça o valor da sua morte e se disponha a recompensá-lo. Ainda corre o risco de a recompensa ser simplesmente a ressurreição, sem nenhum poder (e às vezes, sem nem lembrar do que ocorreu). Enfim, a morte pode ser uma boa forma de se adquirir superpoderes, mas também é muito incerta. Em geral, para receber algum superpoder através da morte é necessário ressuscitar, mas em alguns casos você só os recebe se continuar morto. Isso porque alguns poderes são exclusivos para fantasmas, logo, se você volta à vida, perde os poderes.

  Lembre-se que esses métodos não são isolados. Eles podem se combinar e causar algumas surpresas interessantes. Por exemplo, o cara morre (método 10) e descobre que pertence a uma linhagem (método 4) de feiticeiros destinados a proteger um artefato sagrado depois que morrem, tornando-se espíritos guardiões. Ou uma garota burra que acidentalmente liberta uma criatura mística (métodos 3 e 8) que lhe entrega como recompensa uma arma mágica que lhe dá os poderes da própria criatura (método 6).
  Enfim, esses são os dez modos mais conhecidos de se conseguir superpoderes e se tornar um herói de anime. Mas talvez você lembre de mais alguns. Aproveite e comente aí embaixo.
Quer publicar seu quadrinho impresso? De uns tempos pra cá ter sua obra nas bancas já não é uma realidade tão utópica como foi outrora. Com a plataforma online de financiamento coletivo, o Catarse, muitos artistas independentes estão mostrando que o Brasil tem sim potencial para essa área. E não é que algumas editoras estão abrindo os olhos para esse mercado?
  A cada dia tem surgido novas opções, e dessa vez é a Editora Draco quem está abrindo oportunidade para os quadrinistas independentes mostrarem sua arte ao mundo. A editora já vem com essa proposta desde o seu primeiro volume no início de 2013, mas agora ganha maior peso com a oficialização da periodicidade que será bimestral, seguindo a mesma frequência dos dois primeiros números que foram publicados na primeira e segunda metades do ano passado. E dessa vez a editora fez também uma convocação aos artistas de quadrinhos, sem restrição de experiência, gênero ou temática (claro que com alguns limites, se não vira bagunça). Os detalhes você confere no blog da editora.

  Minha opinião:
  O diferencial dessa proposta é que serão aceitos não apenas trabalhos completos, mas terão oportunidade também roteiristas e desenhistas individuais. Isso é bacana porque tem muita gente que deixa de enviar uma boa obra para uma editora ou concurso por falta de uma parceria. Tem muitos bons roteiristas por aí que não tem como transportar suas belas ideias para o papel. Da mesma forma que desenhistas talentosíssimos não conseguem uma boa história pra contar. A Draco vai aceitar roteiros e desenhos individualmente e, caso selecionados, serão encaixados com o artista que melhor se adaptar.
  Outro ponto que vale ressaltar é a clareza nas informações sobre contrato e pagamento. Isso mesmo, você não vai ser pago apenas com a "satisfação de ter seu trabalho publicado". Segundo o blog da editora, 15% do faturamento das vendas será dividido entre os autores e organizadores, como forma de remuneração. Não é o ideal, mas já é alguma coisa. Além disso, você terá 40% de desconto na compra da edição na qual você foi publicado, o que é muito bom, caso você queira vender por conta própria e tirar um trocado extra.
  Ah, e o melhor de tudo é que você não precisa ter a obra finalizada pra participar. Basta enviar o roteiro com três páginas prontas, caso queira entrar com a arte e o desenho, ou apenas o roteiro, se for como roteirista. Se for desenhista, só precisa enviar um link do seu portfólio online (caso não tenha um, crie aqui)
  Então, não perca tempo lendo blogs idiotas como esse. Entre no site e envie sua obra.
  Parece que o quadrinho nacional está seguindo um caminho bifurcado. Sim, o caminho independente que se divide em duas direções: o financiamento coletivo e a web.
  E hoje vamos conhecer mais uma plataforma digital para leitura de quadrinhos, o Qomics, idealizado pelos cearenses Rafael Dantas, Raulzito Peixoto, Tereza Machado, Leandro Santos e Marlon Raphael, que tem como objetivo disponibilizar obras digitais tanto gratuitas como pagas. Ao comprar uma HQ no site você tem direito a uma quantidade determinada de downloads daquela obra, ou seja, não tem opção de leitura online. Isso pode ser ruim pra quem quer praticidade e não gosta de ficar guardando arquivos desse tipo em seu HD. Por exemplo, o Quadrinhopole, que tem uma política semelhante, com HQs gratuitas e pagas em seu catálogo, porém disponibiliza ao comprador um link para leitura online.
  O Qomics ainda está em fase inicial e conta com apenas um título. Entretanto, diferente de outros webcomics, Mandacaru Vermelho, de Rafael Dantas, parece ser uma obra bem feita, com qualidade profissional e uma sinopse que promete bons momentos de leitura.
  Olha só que porretcha essa capa!
Além dessa, o site grupo pretende lançar outras obras futuramente, estando já engatilhadas algumas como Cariwara, de Daniel Brandão e Ronaldo Mendes, que conta a história de um cientista vítima de seu próprio experimento, tornando-se uma espécie de Tarzan sul-americano;
Comando V, de Allan Goldman conta a história de um grupo de super-heróis que o Brasil precisa ter (será?);
E Liz, de Daniel Brandão, que conta, em tirinhas rápidas e num traço cartunizado, o cotidiano de Liz, uma personagem inspirada na filha do próprio autor. Muito legal;
E também um outro título do Rafael, Lockhart, que narra a trajetória de um vampiro renegado que luta contra sua própria raça em busca de justiça.
Esse título, inclusive, está disponível na web, através do ISSU. Eu li e, particularmente, achei meio fraquinha. Depois de uma sinopse que me deixou tonto de tantas vírgulas (digna de uma obra de José Sara­m­ago), as cinco páginas introdutórias para uma história maior, me pareceram um tanto simplórias, apesar da arte elogiável. Espero que a narrativa melhore daí pra fente.
  Enfim, achei a proposta do site bem legal, e espero que surjam mais desses projetos, e que os quadrinhos nacionais finalmente encontrem seu espaço, mesmo que por um caminho inesperado.
  Antes de dizer adeus, alguém já notou a quantidade de Rafaels que existem no mundo dos quadrinhos? Além do Dantas, de quem falamos nessa matéria, tem o Grampá, o Sica, o Coutinho, o Albuquerque, e mais um monte que não vou mencionar agora. Ah, e não posso esquecer do nosso talentoso Rafa Santos, autor do inofendível Egoman. Pra você que pensa que sempre dou um jeitinho de mencionar uma de nossas obras em toda matéria, mesmo que não tenha nada a ver, só pra fazer propaganda, eu digo que SIM, você está redondamente certo. E lá vai o link pra você que ficou curioso pra ler Egoman, O Inofendível Heroi:

  Tá, essa notícia é meio atrasada, mas vou falar assim mesmo, afinal, nossa missão não é trazer novidades, mas opinar sobre elas. Então lá vai mais um concurso de quadrinhos pra deixar você feliz.

  A mostra PUC - Rio já é um evento tradicional desde 1997 trazendo não só exposições de trabalhos de alunos da universidade como também estabelecendo um link entre estudantes e o mundo empresarial, gerando oportunidades de trabalho a alunos de várias instituições, mas claro, favorecendo os da instituição que eles não são nem bestas.
  Esse ano a novidade é o concurso cultural Mostraí, que vai premiar três obras em cada categoria, sendo elas cinema, fotografia e quadrinhos. Os prêmios são de 2 mil, mil e quinhentos reais pra primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente. E os participantes devem estar cursando alguma universidade, seja qual for.
  Bom, pra ser bem sincero, sinto um cheiro de imparcialidade no ar. Tá certo que as inscrições estão abertas para todo o Brasil, mas não acredito que eles vão ligar muito pra isso. Não vou afirmar nada, mas é provável que pelo menos um dos vencedores vai ser "obrigatoriamente" aluno da instituição. Além disso, pode acreditar que outros fatores além da qualidade podem vir a fazer diferença no processo de seleção. Vez por outra sai um concurso desse tipo e, após acompanhar tantos, já notei um ar de favoritismo na maioria deles. Não que eu ache os resultados injustos ou desmerecidos , mas os critérios de seleção parecem, muitas vezes, levar em conta o nome em detrimento da qualidade. Não sei se tô sendo conspirativo, mas acredito que, no mínimo, usam isso como critério de desempate. Outro fator que vejo ser largamente favorecido no processo de seleção de obras é o conteúdo filosófico ou poético não só no roteiro como na arte. Ou seja, quadrinhos de puro entretenimento ou que não possuam um estilo tradicional geralmente são descartados logo de cara, sem ser nem mesmo analisados. Mas, sobre isso, estou preparando uma matéria específica.
  Dito isso, vão aí algumas dicas pra quem quer participar desse concurso:
  1- Faça seu nome.
  Essa é uma dica retroativa, já que é meio difícil de ser aplicada no concurso a essa altura do campeonato, mas vale lembrar até pra outros concursos posteriores. Tenha em mente que os jurados vão ter uma ruma de obras em mãos pra avaliar. Obras talvez tão boas ou melhores que as suas, o que torna muito difícil o processo de seleção. Os critérios usados por eles, segundo o edital, serão baseados nos quesitos estético, técnico, artístico e conteúdo. Mesmo assim, porém, é razoável acreditar que só esses critérios não venham a ser suficientes em alguns casos. Então o cara provavelmente vai querer conhecer melhor o seu trabalho pra ter uma visão mais panorâmica e assim poder julgar melhor entre você e um rival páreo. E mesmo que ele não faça isso (não posso ter certeza de nada), caso seu nome tenha uma certa relevância, talvez ele lembre de você. A falta de um blog, site ou qualquer outro meio pelo qual seu trabalho já seja divulgado, pode ser um diferencial na decisão final. O ideal é que você possua não só trabalhos publicados , mas um público que o aprecie. Esses fatores não devem ser determinantes numa avaliação, mas com certeza são relevantes.
  É importante lembrar que o objetivo do concurso é revelar novos talentos, e não premiar profissionais. Portanto, as dicas que dei aqui devem levar isso em conta.
2- Adapte-se   Alguns concursos preferem deixar o tem livre, mas em concursos de cunho cultural, geralmente se estabelece um tema específico que tenha a ver com a proposta do evento. No caso do Mostraí da Mostra PUC desse ano, o tema é "Compromisso com Relações Mais Humanas". Você já sabe o tema. Siga-o. Não tente nem permita-se fugir disso. Talvez alguém tenha lido apenas o início dessa matéria e logo lembrou daquela história superlegal que já tá pronta, só esperando uma oportunidade, entrou no site, preencheu a ficha de inscrição e, no ápice da empolgação, enviou um trabalho genial, mas que não tem absolutamente nada a ver com o tema proposto. Ou talvez alguém tenha lido um pouco além e percebeu que há um tema estabelecido e que deve ser seguido. Ele então elabora uma ideia com o tema em mente, porém, traído pela falta de entendimento, acaba fugindo do real significado do tema. Então, se você não entende o que são relações humanas, ou a estrutura da frase que compõe o tema lhe parece ambíguo ou confuso, informe-se, pesquise, e só comece a elaborar a ideia quando tiver pleno entendimento do que foi proposto. Pra ajudar veja o que disse o coordenador da CCESP, André Lacombe, sobre a relação entre o tema do evento e o concurso em entrevista ao PUC Urgente:

"O tema surgiu em uma conversa entre mim, o Reitor padre Josafá e o Vice-Reitor Comunitário, Augusto Sampaio. O Reitor comentou que, na nossa sociedade e no mundo, falta um pouco de comprometimento. Diante disso, surgiu a ideia de passar essa mensagem de uma forma mais clara para os estudantes, professores e para a Universidade, à medida que eles se comprometam a buscar uma sociedade melhor. Como a ideia do comprometimento gera várias interpretações, tentamos adaptá-la à Universidade. Com isso, surgiu o tema Compromisso com Relações Mais Humanas."
3- Leia o edital
  É nele que você vai ver os critérios a serem seguidos, seus direitos e obrigações como participante, as condições dispostas, enfim, é através do edital que você ficará por dentro de todos os pormenores do concurso. Não lê-lo pode lhe trazer problemas decisivos no final. Por exemplo, algo que pode passar despercebido é o formato para a segunda etapa do concurso. Segundo o edital, caso você seja selecionado para essa etapa, deverá enviar uma cópia impressa em formato A2, em folha de papel pluma. Caso você tenha lido o edital, ficará sabendo disso de antemão e poderá tomar providências com antecedência.
4- Organize-se
  Já imaginou se você tem um trabalho danado e no final não consegue terminar a tempo? É, isso já aconteceu comigo. Pra evitar esse tipo de situação é bom montar um cronograma realista levando em conta seu tempo disponível e a possibilidade de imprevistos que irão surgir no caminho. É preciso portanto seguir o programa e não deixar tudo pra última hora.  Sobre isso eu não sou lá um exemplo a ser seguido, portanto não vou falar muito, mas se você quiser dicas preciosas para programar seu tempo veja a matéria publicada  pelo organizado autor de Egoman, que nunca atrasa um capítulo, clicando neste LINK.
  Enfim, o post acabou ficando maior do que eu esperava, mas tudo bem. Se for servir pra alguma coisa na sua vida, já ficamos satisfeitos. Sim, estou bajulando você pra visitar o blog mais vezes.

Barddo é um novo sistema de publicação online pra quadrinhos independentes. O site disponibiliza um espaço para você publicar suas histórias quando e como quiser.
O diferencial do sistema é que você não precisa da aprovação dos desenvolvedores para postar seus trabalhos, que podem ser de qualquer gênero. Bastar cadastrar sua conta no site e começar a publicar por conta própria, do jeito que você quiser.  Essa liberdade de publicação é uma característica que pode ser favorável o não para o site. Por um lado permite que haja um maior número de publicações. Entretanto, essa liberdade pode gerar um n´mero grande de títulos ruins. O site ainda está em fase inicial e algumas coisas ainda estão faltando, mas o conteúdo é organizado e preza pela simplicidade. Outro fator interessante é a proposta de lançar o aplicativo para diferentes plataformas móveis, o que é raro, principalmente em nosso país.
  O número de títulos publicados ainda é pequeno, já que o site é novinho ainda, mas tem potencial pra crescer. dentre eles está o já conhecido do público, o vencedor do Troféu HQ Mix de 2008 na categoria de Roteirista Revelação, Homem Grilo, de Cadu Simões.
Fora este, os demais títulos variam entre medianos e fracos. Apesar disso, o site ainda tem mito o que crescer e pode vir a ser uma referência em quadrinhos independentes num futuro próximo.
  De qualquer forma, Barddo já é uma boa opção para quem quer publicar. Então, se você for quadrinista e não tem onde publicar suas histórias, ou se for uma editora e quer divulgar suas publicações, acesse o Barddo e publique. Sua publicação pode ser paga ou gratuita, é você quem decide.
  Ou se você é um leitor de quadrinhos e quer encontrar títulos novos, acompanhe também, que vem coisa boa por aí.
  Uma reunião de artistas dos quadrinhos, música, cinema e literatura. É assim que se autodefine esta amostra que já virou regra todo último sábado de cada mês. E na sua 5ª edição a feira vai lançar o seu primeiro prêmio que destina-se não apenas aos quadrinhos, mas também a cinema, música e literatura. A feira acontecerá no dia 28 de junho no Bar Ocidente, em Porto Alegre e as inscrições para a participação no prêmio já estão abertas até o dia 30. O prazo das inscrições se estende até dois dias após o evento. Isso porque o resultado será divulgado em data posterior ainda não determinada. A premiação é única no valor de 1.000 dilmas. Se você mora em Porto Alegre, vai lá! Se não, vai também.
   Local: Bar Ocidente, Avenida Osvaldo Aranha, 960/1º andar, 90035-191 Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
  Para mais informações, acesse a página no facebook.
  Confirme sua presença no evento.

  Sabe quando você tem uma ideia batuta e depois descobre que alguém teve uma ideia parecida, daí você fica sem saber se continua com aquela ideia ou não? Pois é, assim foi a concepção de Cellatrix, o novo oneshot do grupo Gibitales e que foi lançado na última segunda feira pela Conexão Nanquim.

  Em 2002 a globo exibia em sua extinta programação infantil (ainda tem nas manhãs de sábado? Ah, tá...) um anime chamado Power Stone, inspirado no Game homônimo. Eu fiquei viciado naquela droga que substituiu minha sede por Dragon Ball que passava de tarde (na mesma hora em que eu me encontrava na escola concentrado em meus desenhos na folha de matéria enquanto a professora falava qualquer coisa que eu não entendia). Foi aí que eu, com minha incrível habilidade de criar minhas próprias versões de desenhos animados famosos achando que estava sendo original, inventei o personagem Pedro (que na época se chamava Falcon) com suas incríveis e super-autênticas Esferas do Poder. De lá pra cá muita coisa mudou.
Eis então que, em 2006 eu me juntei com o Rafa pra montar o grupo que hoje você conhece como Gibitales. Nessa época eu já tinha mudado toda a concepção da história que tinha como base o uso de celulares que transformavam matéria em dados armazenáveis. Mas foi só em 2010 que nós resolvemos passar tudo pro papel e então pedi pro Rafa fazer o roteiro (o cara é realmente bom nisso) e assim deu-se origem à história que hoje está disponível na Conequim.
  A história é sobre um cara chamado Pedro que recebeu em sua casa um estranho pacote contendo um chip de uma operadora misteriosa chamada Cellatrix. Mesmo com um pouco de receio o cara, incentivado pela namorada, resolve testar o chip e acaba se metendo em uma encrenca dos diabos. Agora, pra desativar o plano, o cara vai ter que acumular créditos através de lutas contra  bestas sobrenaturais que aparecem do nada e tentam devorá-lo, até ter o suficiente para solicitar o cancelamento.
  O roteiro é genial como todos os roteiros do Rafa. Eu realmente sou fã do cara, então sou meio suspeito pra falar. Mas é verdade, o roteiro é muito bom mesmo. Apesar de algumas coisas inexplicadas como: por que raios o mané não joga o chip fora? Claro que há uma explicação pra isso, mas não fica claro na história. Os desenhos foram feitos por mim, então é difícil avaliar com precisão, afinal eu nunca gosto totalmente do resultado final dos meus trabalhos. Poderia destacar que, como a história foi feita em 2010 e apenas quatro páginas desenhadas no ano passado, há uma certa variação na qualidade do traço. Vou deixar para o leitor fazer a avaliação final.
  Quando terminamos Cellatrix descobrimos algumas obras como Mirai Nikki (de Sakae Esuno) e Greed Packet Unlimited (do brasileiro Kamiya Yuu) que abordavam temas similares. Ficamos meio intimidados, porém, no final das contas resolvemos publicar assim mesmo. Esperamos os leitores gostem e, por favor, comentem se gostaram ou não, para que possamos decidir se transformamos o oneshot em série ou deixamos cair no limbo do ostracismo.
  Leia Cellatrix na revista digital Conexão Nanquim ou aqui mesmo no blog através do link Quadrinhos.

  Fala galera! Dando continuidade à matéria sobre mitologia nacional, vamos abordar aqui alguns títulos que se saíram bem em representar o folclore do nosso país. Como já explanado nas duas primeiras partes, sabemos que é uma raridade encontrar bom material com essa temática e que não seja destinado ao público infanto-juvenil. Mas, de uns tempos pra cá algumas obras têm traçado um caminho promissor no que diz respeito ao tema folclore brasileiro. Selecionei apenas quatro que considerei ser mais relevantes no cenário atual dos quadrinhos nacionais. Existem outras, sim, mas não vou mencionar para não correr o risco de ofender alguém. Então vamos a elas:
Piteco - Ingá 


  Conheça a versão para adultos do personagem Piteco de Maurício de Sousa, adaptado nessa graphic novel pelo talentoso vencedor do Angelo Agostini, o quadrinista e ilustrador Shiko. Na trama o artista paraibano nos presenteia com uma saga repleta de criaturas mitológicas emprestadas do nosso folclore, como o curupira e o boitatá.
  Ingá não é uma HQ exclusivamente folclórica. Seu tema principal é a pré-história do Brasil, tendo como protagonista o homem das cavernas Piteco, personagem criado por Maurício de Sousa. O elemento mitológico surge da necessidade de se representar uma sociedade primitiva com todos os seus traços culturais e sociológicos que a fizessem parecer crível. É como se o autor estivesse contando a origem do povo brasileiro e, portanto, a origem das crendices que hoje povoam o imaginário popular. Assim surgem personagens interessantíssimos que Shiko descreve com ilustrações belíssimas. Sem dúvida, obrigatório na prateleira de qualquer amante da nona arte.

Salomão Ventura - Caçador de Lendas


  Criado por Giorgio Galli, Salomão Ventura é um investigador de casos sobrenaturais. Com boas doses de terror a HQ é um exemplo de como é possível trabalhar o gênero folclore em quadrinhos. Lançado em 2010, o título foi vencedor do primeiro (e único) prêmio Oi Quadrinhos e escolhida como melhor publicação independente no DB Artes de 2011.  A série narra as aventuras de Salomão Ventura, um homem misterioso que investiga casos sobrenaturais. Logo no primeiro capítulo ele enfrenta o Saci, uma criança renascida após ser cruelmente assassinada pelo padrasto. Com um ódio incontrolável e um senso de justiça deturpado o garoto volta ao mundo dos vivos na figura de um terrível ser que protege crianças maltratadas e injustiçadas, exercendo sua justiça da forma mais cruel possível. A narrativa é por vezes lenta por conta da quantidade excessiva de texto que chega a ser desnecessário ao descrever cenas visualmente auto-explicativas, mas em outros momentos parece meio truncada, com soluções rápidas e mal explicadas. A despeito disso, no geral a história é agradável de ler e vai evoluindo após o segundo número, com personagens mitológicos muito bem representados e uma arte elogiável.
  A terceira edição de Salomão Ventura foi lançada no ano passado graças ao financiamento coletivo do Catarse e uma 4ª já está engatilhada, porém sem previsão de lançamento. Se você quiser tirar a prova, pode ler o primeiro e o segundo número inteiramente DE GRÁTIS no Quadrinhopole.

Mitologias

  Ulisses Teixeira e Luiz Augusto de Sousa criaram um universo complexo e legítimo habitado por seres mitológicos genuinamente brasileiros. A premissa básica da história me lembrou muito a série da Vertigo de título similar, Fábulas. Não sei se houve algum tipo de inspiração aí, mas eu arriscaria classificar Mitologias como uma versão brasileira de Fábulas, embora isso não tire o mérito da série.
  A história tem início com o jovem nerd Tárcio, que após assistir a uma entrevista de dois quadrinistas famosos na FLIP, na cidade de Paraty, acaba ficando sem transporte pra voltar pra casa, sendo obrigado então a recorrer ao esquisito e misterioso Luiz Pinga em busca de ajuda. Társio aceita a missão de assassinar uma pessoa em troca de favores e assim, acaba se envolvendo em uma longa aventura sobrenatural.  A arte do Augusto bem que poderia melhorar, embora o traço sujo e meio grotesco ajude na composição do clima sinistro do título. A narrativa também é boa, apesar de algumas composições de página confusas forçando o uso de setas para direcionar o sentido de leitura, recurso que torna a leitura no mínimo desconfortável.
  Assim como O caçador de lendas já mencionado, Mitologias está disponível para leitura online gratuita. Acesse o site oficial e confira.

Coema Caci

  Um dos melhores títulos com temática folclórica que já tive a oportunidade de ler até hoje. Totalmente produzida pelo quadrinista, ilustrador e animador mineiro, Samuel Marcelino, a HQ interpreta relatos de personagens históricos reais, porém com uma abordagem fantástica em um universo muito bem abastecido de lendas e mitos do nosso folclore. O primeiro arco narra a saga de Tronco Branco (sem trocadilhos, seus despudorados), um tupinambá que foi renegado pelo seu próprio povo por ter nascido com uma peculiar pele clara e cabelos loiros. A narrativa é excelente, apesar de ser quase predominantemente textual, o que não interfere na qualidade da obra, mas incomoda um pouco pelo excesso de leitura (aliás, esse estilo de narrativa está presente em todas as obras citadas acima, o que inclusive é comum em HQs nacionais).
  Lançada no FIQ do ano passado, a edição impressa foi financiada pelos recursos do próprio autor que caprichou na qualidade gráfica e já disponibilizou para venda online por apenas 10 moedas de um real. Ou você pode ler online no blog.

Então é isso aí galera. Mitologia nacional não é bicho de sete cabeças, quer dizer, pode ser que seja, mas quem disse que isso é ruim?
Pra terminar, uma informação super relevante:
Cheguei do trabalho na terça e minha mulher tava assistindo a novela das sete. Foi então que me deparei com a seguinte cena:
Oh, moço, se chegarem as novas revistinhas de MANGÁ coreano, principalmente aquelas com brinde, sabe... o senhor guarda pra mim por favor?


É a Senhora Réde Globo que, como sempre, em seu movimento retrógrado, em vez de incentivar...dzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Se você não leu a 1ª parte, clique aqui.

Continuando com a segunda parte da matéria vamos falar sobre os "comos" de uma narrativa mitológica nacional. Mas, antes de tudo...
Atenção! se liga aí que é hora da revisão:
  Na primeira parte dessa matéria nós abordamos sobre os porquês de tanta gente torcer o nariz quando se trata de quadrinhos com temática folclórica nacional. Comparamos uma antiga lenda japonesa com uma indígena e percebemos que ambas possuem  linguagem e elementos muito semelhantes. Consideramos também a diferença entre o que fazer e como fazer, e concluímos que a maneira como os mitos estrangeiros são representados e apresentados ao público são bem mais interessantes do que a forma como a nossa nos foi  manifesta.
  Agora nós vamos explorar o "como", ou seja, os aspectos metodológicos que podem configurar o uso da mitologia em uma história em quadrinhos. Vamos então estabelecer alguns métodos com base em critérios inadequados comumente aplicados na maioria das obras folclóricas nacionais que foram e têm sido responsáveis pela elucidação deficiente da mitologia brasileira.

  Deixe fluir
   Já reparou que todo quadrinho folclórico vem repleto de mensagens sobre preservação da natureza ou valorização da cultura? A ideia de que personagens mitológicos apenas atendem a finalidades exclusivamente alegóricas faz nascer estereótipos estupidamente irritantes. Para que seja crível o folclore deve ser espontâneo. Se você tenta forçar isso, pode acabar parecendo ufanista ou superficial. Muitos artistas que tentam representar o folclore o fazem em caráter compulsório, como se quisessem impor valores culturais ou reclamar direitos de representatividade. Não é errado usar sua arte para manifestar uma ideia ou conceito, mas você precisa fazer isso sem parecer autopiedoso. É o mesmo problema que existe na maioria das representações de classes minoritárias pelos veículos midiáticos. Tudo parece falso, coagido e político. É mais ou menos assim: a novela das oito resolve que sua protagonista será uma mulher negra. O nome da dita cuja tem que ser Preta, Morena ou qualquer outro que enfatize o uso de uma protagonista negra. E todo o universo dessa protagonista deve contribuir para essa enfatização, como se usar uma protagonista que não seja branca fosse um mérito. Por outro lado, o processo fica muito mais natural e honesto se for feito de forma inclusiva em vez de reivindicatória ou apelativa. Em resumo, não tente estampar o folclore na sua história apenas para agregar valores culturais. Ele só precisa estar lá (se for preciso).

  O objetivo é entreter
  Antes de abrir a revista você já sabe o que encontrará. Basta olhar a capa e ver um curupira, uma mula-sem-cabeça ou um boitatá, é sempre a mesma coisa: parece que você tá lendo um livro ilustrado. De fato, já se tornou quase obrigatório o caráter pedagógico em obras baseadas em folclore. Sim, as pessoas ainda categorizam o folclore como elemento diretamente convencionado ao propósito educacional, sem perceber a diversidade de aplicações e funções que pode desempenhar, como o entretenimento puro. Não estou dizendo que o caráter didático é ruim por si só. Não há nada de errado em produzir material com objetivo instrutivo utilizando elementos folclóricos. O erro está em acreditar que essa é sua única função.
  Se você quer fazer uma boa história para fins de entretenimento e resolveu usar o folclore como fonte de inspiração, mantenha o foco no objetivo principal. Por exemplo, uma atividade didática pode ser lúdica mas se você abusar dos recursos recreativos ela pode se transformar em uma brincadeira descomedida, desviando-se assim do seu objetivo principal que é ensinar. Da mesma forma um produto destinado ao entretenimento não pode se preocupar demais em ser instrutivo, pois isso pode torná-lo enfadonho. Por exemplo, apesar de ser repleto de lendas Dragon Ball não tem o objetivo de educar, mas sim o de entreter. Já pensou então se em cada episódio você aprendesse lições de bom comportamento, ou prevenção de doenças, ou história geral? Não seria ruim se fosse um livro didático, mas em um mangá como Dragon Ball, cujo objetivo é descontrair, seria desnecessariamente cansativo. Enfim, quando um leitor compra uma HQ entretível (essa palavra não existe) ele espera primeiramente se entreter, e não estudar, muito embora, em algum momento, possa usá-la no processo educacional.

  Pesquisar nunca é demais
  Muitos artistas decidem usar o folclore brasileiro em suas histórias apenas pela autenticidade do fator típico envolvido. Alguns, porém, acabam traçando um caminho inverso, fazendo do elemento mitológico o agente responsável pela perda da autenticidade. Isso pode ser culpa da limitação intelectual somado ao apego excessivo a predileções. Imagine um saci musculoso com uniforme colorido que patrulha a cidade defendendo os fracos. Ou um garoto chamado curupira que luta artes marciais e se une a uma garota da cidade pra ir em busca de um artefato mágico. O que falta em ambos os casos é aprofundar-se mais nos elementos folclóricos representados. Por outro lado, a presença de conceitos defasados fica evidente. O enredo resume-se a uma história de super herói tradicional protagonizada por um Saci genérico ou um shonen convencional com um curupira no lugar do Goku. Sim, eu fui hiperbólico nesses exemplos, mas a realidade não difere muito das hipóteses que mencionei. De fato, a maioria dos aspirantes a quadrinistas (ou até mesmo alguns profissionais) acreditam que sua experiência com leitura de quadrinhos é suficiente para produzir boas obras.
  Pra escrever sobre algo, é preciso conhecer. E quando digo conhecer, não me refiro à experiência que você adquiriu nas aulas da professora Edileuza. Pesquise, estude, entenda o que você vai usar. Claro que você não precisa (nem deve) explicitar tudo detalhadamente. Alan Moore, em seu "Alan Moore's Writing For Comics" escreve:
Antes de escrever V de Vingança, por exemplo, me peguei com um
volume de informações sobre o mundo e as pessoas que nele vivem, muitas das
quais jamais seriam reveladas na HQ pela simples razão de não serem essenciais
para o conhecimento dos leitores e provavelmente por não haver espaço
suficiente onde colocá-las . Isso não é importante. O que é importante é que o
escritor ou escritora deve ter uma clara imagem do mundo imaginado em todos os
seus detalhes dentro de sua cabeça durante todo o tempo.
  Ou seja, não é porque não vai estar presente no trabalho final, que você não deva conhecer. Eu chamo isso de quebra-cabeça conceitual. Imagine uma peça de um quebra cabeça. É apenas um pequeno detalhe de uma imagem inteira. Porém, pra compor esse pequeno detalhe foi preciso definir o todo. Ou seja, o seu roteiro é uma pequena peça de um grande quebra-cabeça conceitual que você precisa ter predefinido na sua mente.
  É fato que material de pesquisa é um pouco escaço no que diz respeito ao folclore brasileiro, já que a maior parte da nossa mitologia não foi registrada, mas apenas passada oralmente de geração em geração. Mesmo assim você pode encontrar boas fontes de pesquisa sem muito esforço. Um dos nomes mais importantes nessa área é o historiador, antropólogo e jornalista Câmara Cascudo, especialista em cultura brasileira, que compôs uma ampla obra no âmbito folclórico. No final desse post vou mencionar as principais delas.
  Repito: para escrever sobre algo, é preciso conhecer. Talvez você queira usar uma referência sem se aprofundar tanto na lenda original. Mesmo assim, quanto mais você souber a respeito da fonte de inspiração, mais ela poderá inspirá-lo.
  O público não precisa ser infantil
  Não, eu não disse que não pode, mas sim que não precisa. Talvez, pelo mesmo motivo pelo qual todo mundo acha que quadrinho folclórico tem que ser impreterivelmente didático, todos também acham que esse gênero deve ser exclusividade destinado à faixa infanto-juvenil. Recentemente vi num post do MdM a seguinte frase dita pelo Poderoso Porco em uma análise crítica da HQ Iara - Uma lenda indígena em quadrinhos:
Quando este álbum da Editora Nemo aportou aqui no Chiqueiro, achei que seria um excelente presente para a pequena Sobrinha Porco. Afinal de contas, quadrinhos infanto-juvenis não são muito a praia aqui do MdM.
  Reparou no trecho em negrito? Não condeno o cara por essas palavras, afinal é isso que se pode esperar da maioria das HQs do gênero. E é assim mesmo, a maioria dos títulos que tentam empregar elementos folclóricos são obrigatoriamente infantis. As poucas tentativas de usar o tema em abordagens mais adultas, em geral não passam disso, meras tentativas concebidas por amadores.
  É importante frisar que, assim como no caso do já mencionado didatismo regente na maioria das obras folclóricas, a infantilização também não é ruim por si só. O que falta é a consciência de que existem outras maneiras de trabalhar temas mitológicos brasileiros assim como qualquer outra mitologia do mundo.
  Na 3ª e última parte dessa matéria vamos fazer uma análise com base em algumas HQs com tema folclórico, alguns com êxito outros nem tanto.
  Pra finalizar, vou deixar aqui algumas fontes de pesquisa pra quem quiser se aprofundar no tema. Não encontrei nenhum deles para leitura online plena. Então junte um cascalho e vá até a livraria mais próxima.
Dicionário do Folclore BrasileiroGeografia dos Mitos BrasileirosAntologia do Folclore BrasileiroLendas Brasileiras (Câmara Cascudo)
Contos e lendas Afro-brasileiros (J. Reginaldo Prandi, Joana Lira)
As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro (A. S. Franchini)
Mitos Indígenas (Betty Mindlin)

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