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Posted by : wagner elias 20 março 2014


Depois da reformulação do sistema de leitura da revista, finalmente tive fôlego pra ler algumas séries que não tinha lido antes por pura preguiça. A única que eu acompanhava até então era Ego Man, até porque o Rafa me passa os arquivos assim que termina (sim, eu já li os capítulos 12 ao 14 e não vou contar pra ninguém, huauauahua).
O cenário super detalhado
é um dos pontos fortes da obra

  Ok, então resolvi fazer uma breve avaliação de cada uma à medida que eu for lendo e, começando pela que mais me surpreendeu, vou falar dessa série que me fez lembrar que não se julga um livro pela capa.
  Quando vi Ta no Sekai pela primeira vez logo a rotulei como uma obra amadora.
  Até gostei dos cenários bem detalhados, mas a arte meio relaxada e outros fatores que mencionarei mais à frente me fizeram torcer o nariz um pouquinho.

  A história se passa em dois cenários, o nosso mundo e um mundo paralelo conhecido como mundo das sombras. Nesse mundo paralelo habitam as contrapartes malignas de cada ser humano, que são as tais sombras.
  O protagonista, Kentaro, é um carinha tímido e com baixo autoestima cujo pai morreu quando tentava reagir a um assalto (isso não se faz). De repente o cara chega no quarto da irmã e vê um bicho esquisito trepado na cama dela com o olho arregalado e pronto pra atacar. O diabão revela ser a sombra maligna do cara que matou o pai de Kentaro e acaba levando o coitado pro mundo das sombras, onde ele descobre que tem um poder capaz de derrotar o bichão, mas ele não controla muito bem o poder e acaba ficando muito fraco ao usar. Depois disso uma garota da escola dele o salva e explica toda a situação, declarando ser uma espécie de guerreira do outro mundo. Ela o convida para ajudá-la a derrotar as sombras do mal e ele aceita na intenção de proteger sua família contra as possíveis ameaças das criaturas do mundo paralelo.
  Como você pode perceber a premissa é um tremendo clichesão. Mas, o que me atraiu nessa obra foi a forma anagnórica (essa palavra não existe) como o João Eddie conduz a história. Nada é previsível nesse mundo novo em que Kentaro passa a frequentar. Em quem confiar, por onde seguir, em que acreditar... questões como essas perturbam a mente do protagonista o tempo todo e quando ele acha que entendeu as coisas vem uma nova revelação que muda tudo. Quando ele pensa que tá lascado, o autor lança mão de um deus ex machina pra deixar tudo bacana e depois ferrar com tudo de novo. Mas, o bacana é que o Eddie faz tudo isso de forma consciente, sem deixar a história confusa, sem perder o foco.

  Mas, vamos falar mal um pouquinho, porque falar mal sempre dá mais audiência né?
Pra começar, não vi a menor necessidade de ter um título em japonês. Ta no Sekai poderia se chamar Mundo das Sombras (acho que é esse o significado) sem problema nenhum. Na verdade, toda a história poderia se passar no Brasil sem mudar nada de relevante. Por que os autores brasileiros ainda continuam insistindo nisso? Cara, nada contra fazer uma história ambientada em outro país, desde que haja necessidade. Se o cenário não for um fator pertinente, se não tem nenhum propósito para o andamento da história, não faz sentido que seja um lugar com o qual o leitor não tem a menor familiaridade.
Nomes, cenário e até onomatopeias japonesas!!!
É necessário?


Outra questão que me incomodou um pouco é a frieza com que os personagens reagem ao se deparar com situações totalmente extraordinárias. O que você faria se chegasse no quarto e visse uma criatura endiabrada na cama da sua irmã (sem ser o seu cunhado) tentando comê-la devorá-la? Não precisa responder.



Em TnS os personagens sempre aceitam muito fácil as coisas absurdas que acontecem com eles e isso tira um pouco do crédito da história. Você tem aquela sensação de estar assistindo a um ator que atua muito mal.

Por último vou sugerir ao João Eddie que preste mais atenção às explicações que dá para a ação dos personagens. Embora a trama seja bem amarrada ele ainda deixa algumas pontas soltas seguindo algumas vezes o caminho mais fácil para chegar ao conflito principal. Por exemplo, no início da história, quando Sanae explica ao Kentaro todas as coisas absurdas que ocorreram com ele e lhe propõe se tornar um guerreiro yohei, o cara topa a parada simplesmente porque quer defender sua irmã contra as criaturas malignas. Cara, se ele queria proteger a irmã, ele não tinha que ficar perto dela o tempo todo? Sei lá, pra ele tomar uma atitude tão extrema a ponto de ir atrás de tudo quanto é bicho em um mundo todo bugado quenem aquele, precisava de um motivo maior. Nem uma vingança pela morte do pai poderia ser considerada como motivação nesse caso, afinal a última essência do assassino já havia sido derrotada por ele mesmo.
Enfim, Ta no Sekai é uma série que me surpreendeu por sua qualidade narrativa admirável e, apesar de alguns contras, eu recomendo sem medo de superestimar.
Agora, só pra descontrair, alguém reparou que o Kentaro só usa o super gel capilar quando sai nas imagens de capa?
Com supergel

Sem supergel

Com supergel

Sem supergel

Com super gel

Sem supergel








{ 1 comentários... read them below or add one }

  1. huhusahsuahusahusau

    Curti demais o post, tenho a mesma opinião (do japão o Eddie já me explicou o porque).

    Vale realmente a pena ler!

    ResponderExcluir

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